Thunder Media
Início/Notícias/Notícia 07
Inteligência Artificial · Entretenimento

Netflix revela que mais de 300 produções já utilizaram inteligência artificial generativa em 2026

Empresa afirma que a IA está acelerando processos de produção e já faz parte da criação de filmes, séries e outros conteúdos da plataforma.

Tela de televisão exibindo o logotipo da Netflix, com uma pessoa segurando um controle remoto em primeiro plano.
Netflix afirma que centenas de produções lançadas em 2026 utilizaram inteligência artificial generativa em alguma etapa do processo criativo.

A inteligência artificial generativa está ganhando espaço também na indústria do entretenimento. Durante a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026, a Netflix informou que aproximadamente 300 títulos lançados neste ano utilizaram fluxos de IA generativa em alguma etapa da produção.

A informação reforça uma tendência que vem transformando Hollywood e o mercado audiovisual: a adoção de ferramentas capazes de acelerar etapas de criação, efeitos visuais, planejamento de cenas, pós-produção e desenvolvimento de conteúdo.

Segundo a empresa, o objetivo é ampliar a produtividade e permitir que equipes criativas realizem sequências complexas com mais rapidez e eficiência, mantendo profissionais humanos no centro das decisões artísticas.

IA já faz parte da rotina das produções

Embora a Netflix não tenha divulgado uma lista completa dos títulos, a companhia explicou que a maior concentração de uso está na pós-produção, com aplicações também em etapas como concepção e pré-visualização.

Entre os principais usos estão a criação de efeitos visuais, o desenvolvimento de cenários digitais, o apoio à pré-produção, a edição, o planejamento de cenas e a geração de conceitos visuais.

A intensidade da utilização varia de projeto para projeto. Em alguns casos, a tecnologia participa de uma etapa pontual; em outros, integra processos mais amplos do fluxo de produção.

Produções ficam mais rápidas e eficientes

Nos últimos anos, diferentes ferramentas de inteligência artificial passaram a integrar o trabalho de estúdios, produtoras e equipes de efeitos visuais.

Esses recursos conseguem gerar imagens de referência, criar storyboards, ampliar cenários, apoiar composições, remover elementos indesejados e produzir sequências que antes exigiriam semanas de trabalho manual.

A Netflix afirma que essas tecnologias podem entregar resultados de maior qualidade em menos tempo e a um custo inferior ao de métodos tradicionais. Em determinados casos, a IA teria permitido incluir cenas que seriam inviáveis dentro do orçamento ou do cronograma disponível.

Tecnologia não substitui criatividade humana

Apesar do avanço da IA, diretores, roteiristas, artistas, animadores, editores e equipes criativas continuam responsáveis pelas decisões dos projetos.

A inteligência artificial atua como ferramenta de apoio, acelerando tarefas técnicas e repetitivas, enquanto a narrativa, a direção, a interpretação e as escolhas artísticas permanecem sob responsabilidade humana.

Esse posicionamento acompanha o debate iniciado em Hollywood nos últimos anos, quando sindicatos de atores e roteiristas passaram a discutir regras, transparência e limites para o uso da inteligência artificial na indústria audiovisual.

Mercado audiovisual acelera adoção da IA

A Netflix não é a única companhia investindo nessa transformação. Estúdios, produtoras e plataformas de streaming vêm incorporando inteligência artificial em diferentes pontos da cadeia de produção.

Ferramentas generativas já conseguem criar imagens fotorrealistas, animações, vozes sintéticas, trilhas, personagens digitais e efeitos especiais com qualidade crescente.

Ao mesmo tempo, aumentam as discussões sobre direitos autorais, remuneração, uso de imagem e voz, transparência e preservação do trabalho criativo.

Exemplos citados pela Netflix

Entre os projetos mencionados pela empresa estão a série indiana Glory, a produção brasileira Brasil 70: A Saga do Tri e a docusérie The American Experiment.

Nesses casos, a IA foi utilizada em sequências complexas, como multidões ampliadas, batalhas históricas e planos de ambientação. A Netflix afirmou que The American Experiment inclui cerca de 17 minutos de imagens aprimoradas por IA, produzidas em aproximadamente metade do tempo e do custo de alternativas anteriores.

Os exemplos ajudam a mostrar que o uso da tecnologia já deixou de ser apenas experimental e começa a integrar produções de diferentes gêneros e países.

Inteligência artificial deve ganhar ainda mais espaço

Especialistas avaliam que o uso da IA na produção audiovisual tende a crescer nos próximos anos. A expectativa é que a tecnologia seja usada para automatizar tarefas técnicas, reduzir gargalos e permitir que equipes concentrem esforços em decisões criativas e estratégicas.

Com aproximadamente 300 títulos utilizando fluxos de inteligência artificial em 2026, a Netflix sinaliza que a tecnologia já passou a integrar o processo de criação de uma das maiores plataformas de streaming do mundo.

O avanço também aumenta a responsabilidade das empresas em estabelecer critérios de transparência, supervisão humana e proteção dos profissionais envolvidos.

Referência editorialInformações baseadas na divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026 da Netflix e em declarações da companhia sobre o uso de IA generativa em suas produções. Netflix Investor Relations