Thunder Media
Início/Notícias/Notícia 05
Inteligência Artificial, dicas e tecnologia

Como a inteligência artificial pode ajudar nos estudos, no trabalho e nas tarefas do dia a dia

Ferramentas como Claude, ChatGPT e Gemini podem revisar textos, organizar informações, criar planejamentos e acelerar atividades, desde que sejam utilizadas com orientação e conferência humana.

Pessoa utilizando o Claude em um computador para revisar textos, organizar tarefas e desenvolver trabalhos acadêmicos e profissionais.
Ferramentas de inteligência artificial podem ajudar na revisão de textos, na organização dos estudos e na realização de tarefas profissionais. Imagem gerada por IA.

A inteligência artificial já faz parte da rotina de estudantes, profissionais e empresas. Mais do que responder perguntas, ferramentas baseadas em IA podem atuar como assistentes na organização de tarefas, revisão de trabalhos, análise de documentos, planejamento de projetos e preparação para provas.

Um dos exemplos está no uso de plataformas como o Claude para corrigir redações do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. O estudante pode enviar o texto, informar os critérios de avaliação e pedir uma análise detalhada sobre gramática, estrutura, argumentação, clareza e proposta de intervenção.

Esse tipo de aplicação mostra como a inteligência artificial pode ser utilizada não apenas para produzir conteúdos, mas também para identificar falhas, sugerir melhorias e ajudar o usuário a desenvolver suas próprias habilidades.

IA pode revisar textos e trabalhos

Uma das utilizações mais comuns da inteligência artificial é a revisão de textos. A tecnologia pode identificar erros de ortografia, problemas de concordância, repetições, frases confusas e mudanças repentinas de assunto.

Também é possível solicitar que a ferramenta avalie a estrutura de uma redação, de um relatório ou de um trabalho acadêmico. Em vez de pedir que a IA simplesmente reescreva tudo, o usuário pode solicitar uma análise dividida por critérios.

Entre os comandos possíveis estão: “Analise a clareza deste texto e indique os trechos que precisam ser melhorados”; “Verifique se os argumentos estão conectados à ideia principal”; “Identifique erros gramaticais, mas não reescreva o texto”; e “Dê uma nota para esta redação com base nas competências do Enem e explique cada avaliação”.

A Anthropic, desenvolvedora do Claude, apresenta a ferramenta como um recurso capaz de fornecer feedback sobre textos, auxiliar na construção de argumentos e melhorar a clareza da escrita. A empresa também destaca que estudantes podem utilizar a plataforma para estruturar trabalhos, revisar rascunhos e se preparar para avaliações.

Como usar a IA para corrigir uma redação

Para receber uma análise mais útil, o estudante deve fornecer informações claras à ferramenta. O primeiro passo é inserir ou anexar a redação completa.

Em seguida, é importante indicar o modelo de correção desejado. No caso do Enem, o usuário pode pedir que a IA avalie o texto de acordo com as cinco competências utilizadas na prova: domínio da norma-padrão da língua portuguesa; compreensão do tema e desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo; organização das informações e dos argumentos; uso dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e elaboração de uma proposta de intervenção.

Depois da avaliação, o estudante pode pedir que a plataforma mostre quais trechos enfraquecem o texto, quais argumentos precisam de mais desenvolvimento e como a conclusão pode ser aprimorada.

O ideal é utilizar a resposta como orientação e tentar reescrever a redação por conta própria. Dessa forma, a inteligência artificial funciona como uma espécie de tutora, e não apenas como uma ferramenta que entrega o trabalho pronto.

Tela do Claude mostrando notas estimadas para as cinco competências de uma redação do Enem.
Claude apresenta uma avaliação por competências e uma nota estimada para uma redação do Enem. Foto: Giulya Vasconcellos/TechTudo.
Tela do Claude detalhando pontos fortes, falhas e sugestões para melhorar uma redação do Enem.
A ferramenta detalha pontos fortes, falhas e sugestões de melhoria na redação analisada. Foto: Giulya Vasconcellos/TechTudo.

Planejamento e organização de tarefas

A IA também pode facilitar a organização da rotina. O usuário pode informar seus horários, compromissos e prioridades para criar um planejamento diário, semanal ou mensal.

Um estudante, por exemplo, pode pedir um cronograma de revisão com base nas matérias que precisa estudar e no tempo disponível. Um profissional pode utilizar a tecnologia para organizar entregas, dividir um projeto em etapas ou preparar uma pauta de reunião.

Também é possível transformar anotações soltas em listas de tarefas, resumos, calendários e planos de ação. Quanto mais informações forem fornecidas, mais personalizado tende a ser o resultado. Dados como prazo, nível de dificuldade, disponibilidade diária e objetivo final ajudam a ferramenta a criar um planejamento mais adequado.

Resumos e explicações de conteúdos

Outro uso frequente é a simplificação de assuntos complexos. A inteligência artificial pode resumir textos extensos, explicar conceitos em uma linguagem mais simples ou apresentar o mesmo conteúdo em diferentes níveis de profundidade.

O usuário pode pedir, por exemplo: “Explique este assunto como se eu fosse iniciante”; “Crie um resumo com os pontos mais importantes”; “Transforme este conteúdo em perguntas e respostas para revisão”; “Prepare dez questões para eu testar meus conhecimentos”; ou “Compare esses dois conceitos e mostre as principais diferenças”.

Levantamentos divulgados pela Anthropic indicam que estudantes utilizam o Claude principalmente para criar e melhorar conteúdos educacionais, editar textos, produzir exercícios e buscar explicações sobre assuntos acadêmicos.

Notebook apresentando o Claude como parceiro para resumos, explicações, planejamento e ideias de estudo.
Ferramentas como o Claude podem atuar como apoio na organização dos estudos, em resumos e no planejamento. Imagem gerada por IA.

Criação de apresentações, planilhas e documentos

Ferramentas de IA também podem auxiliar na produção de materiais profissionais. A partir de um conjunto de informações, elas conseguem sugerir estruturas para apresentações, relatórios, propostas comerciais, planilhas e documentos.

O Claude, por exemplo, oferece recursos para criar e editar arquivos em formatos como Word, Excel, PowerPoint e PDF. A plataforma também pode processar planilhas, analisar dados e gerar visualizações.

Na prática, o usuário pode pedir que a IA organize dados em uma tabela, crie a estrutura de uma apresentação, transforme uma reunião em uma ata, elabore um relatório a partir de anotações, compare informações de diferentes documentos, gere gráficos com base em uma planilha ou crie um modelo de proposta ou orçamento.

Mesmo nesses casos, é necessário revisar os resultados antes de utilizar ou compartilhar o material.

Apoio na rotina profissional

No trabalho, a inteligência artificial pode reduzir o tempo dedicado a tarefas repetitivas. Ela pode ajudar na criação de e-mails, respostas para clientes, roteiros, relatórios, descrições de produtos, planejamentos e documentos internos.

Profissionais de comunicação podem utilizar a tecnologia para gerar ideias e organizar pautas. Empreendedores podem criar modelos de atendimento, analisar informações comerciais e estruturar propostas. Programadores podem pedir explicações sobre códigos, identificar erros e buscar sugestões de melhoria.

A IA também pode funcionar como uma parceira de brainstorming. Em vez de substituir o profissional, ela oferece caminhos iniciais que podem ser avaliados, ajustados e desenvolvidos de acordo com a experiência humana.

Quanto mais claro o comando, melhor o resultado

A qualidade da resposta depende diretamente da maneira como a solicitação é feita. Pedidos genéricos costumam produzir respostas igualmente genéricas.

Um bom comando deve apresentar o contexto, o objetivo, o formato esperado e as limitações da tarefa. Em vez de escrever apenas “melhore este texto”, o usuário pode pedir: “Revise este texto para uma apresentação empresarial. Mantenha as informações principais, use linguagem profissional e reduza o conteúdo para no máximo 300 palavras”.

Também é possível fornecer exemplos do estilo desejado e solicitar que a IA faça perguntas antes de começar. Documentações da Anthropic recomendam instruções claras, informações de contexto e exemplos para aumentar a precisão das respostas.

A inteligência artificial também pode errar

Apesar das possibilidades, a IA não deve ser tratada como uma fonte infalível. As ferramentas podem apresentar informações incorretas, interpretar mal uma solicitação, inventar dados ou sugerir referências que não existem.

Por isso, conteúdos acadêmicos, jurídicos, médicos, financeiros ou profissionais precisam ser conferidos em fontes confiáveis.

No caso de redações e trabalhos escolares, o usuário deve evitar entregar textos totalmente produzidos pela IA como se fossem autorais. Além de comprometer o aprendizado, essa prática pode contrariar as regras da instituição de ensino.

A utilização mais produtiva acontece quando a tecnologia ajuda a pensar, revisar, estruturar e aprender, mantendo o usuário como responsável pelo conteúdo final.

IA deve ser usada como assistente, e não como substituta

A inteligência artificial pode economizar tempo e facilitar diversas atividades, mas seus melhores resultados aparecem quando há participação humana durante todo o processo.

Em vez de aceitar a primeira resposta, o usuário pode pedir explicações, apontar problemas, solicitar ajustes e comparar diferentes versões. Pesquisa divulgada pela Anthropic em 2026 identificou que conversas com maior nível de interação e refinamento apresentam comportamentos mais avançados de uso da tecnologia.

A tendência é que essas ferramentas estejam cada vez mais presentes nos estudos, no trabalho e na organização pessoal. Saber fazer boas perguntas, revisar as respostas e utilizar a tecnologia com responsabilidade deve se tornar uma habilidade importante para estudantes e profissionais.

Referência editorialMatéria elaborada a partir de informações sobre o uso do Claude na correção de redações e de orientações públicas sobre aplicações educacionais de inteligência artificial. TechTudo